quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Quem sabe um dia eu escrevo uma canção pra você
Um dia em uma conversa que tivemos sobre música, falei com ele nos seguites termos:
- Meu querido, existe música com o nome de Leila, Ana Júlia, Rita, Natália, Dani, Natasha, Janaína, Joana, Lígia, Marina, até Madalena tem! Tem um monte, mas não tem nenhuma com o nome Claudene! Isso me revolta! Resolva este problema!
Ele sorriu e disse que iria falar com o compositor da banda...
Mas até hoje eu espero com ansiedade... Cadê minha música???
Não aguento mais as pessoas errarem tanto meu nome... Acho que a música resolveria isso, né.
E não adianta soletrar...
Minha amiga conhece um cantor de barzinho, ela nos apresentou e eu brincando com ele pedi um autógrafo... Daí, não disse meu nome, apenas soletrei letra por letra...
Ele escreveu: Para CLAUDENIA um abraço... Gente, eu tenho testemunhas que soletrei!
Eu aguento? Já não me basta CLAUDÊNIA (com acento), CLAUDILENE, CLAUDETE, CLAUDIENE, até CLAUDENA já ouvi.
Ahhh, eu quero minha música! Quero ser a inspiração na vida de alguém, mesmo que ele nem me conheça!
Fiquei refletindo... Existe alguém, sim!
Em quem o Frejat pensou quando fez " por você?"
Quem o Herbert " odeia por quase um segundo, depois ama maaais?"
Pra quem o Dado Villa Lobos disse: "Aonde está você agora, além de aqui dentro de mim?"
Por quem Vanessinha "Pediu tanto a Deus, para esquecer?"
E a Pitty por quem "cansou de chorar feridas que não se fecham, não se curam?"
Tenho certeza, existiu alguém pra isso aí... Só pode!
E eu aqui... O povo errando meu nome... E sem música nenhuma... Que droga!
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Já me disseram
Já me disseram: ore mais...
Já me disseram: se aquiete...
Já me disseram: beba pouco...
Já me disseram: durma...
Já me disseram: não se entregue...
Já me disseram: tenha calma...
Já me disseram: filosofe menos...
Eu lembro de ter ouvido essas coisas em algum lugar, mas não lembro se escutei!
Acho que estou ouvindo muito Renato Russo...
E já me disseram: isso é um mal sinal, é um mal sinal!
domingo, 25 de outubro de 2009
Dicas do mês
Amei Bastardos Inglórios, Brad que até feio é lindo... está muito bem! Esse filme é pra quem não tem problema em ver escalpos sendo retirados... Não seria Quentin se não tivesse um sanguezinho rolando, né! Muito bom.
Locadoras...
A mulher invisível, mas um filme nacional pra se ter orgulho! Comédia com estilo e muito inteligente... Selton perfeito como sempre e Luana ainda linda como sempre! Imperdível!
TV
Essa semana assisti o Programa do Jô e vi uma entrevista que bolei de rir... Mas ri tanto que tive dores abdominais! O nome da criatura é Dadá Coelho, uma comédiante do interior do Piauí que faz graça das próprias desgraças ( bem típico dos nordestinos inteligentes ), vale a pena dá uma conferida no you tube e rir bastante... Fiquei fã da criatura e de sua irmã Emmemeirejanes!
Música
Apaixonei perdidamente por Jonh Legend... Vi aquele fofo incrivelmente talentoso no Altas Horas. Ele fez uma participação no novo CD da Ana Carolina, a principio nem liguei até porque não gostei da música entreolhares, mas quando ele iniciou os primeiros acordes em seu piano eu pensei: Acho que eu conheço essa música... pasmem! é P.D.A. (We Just Don't Care)! Adoro essa música e nem sabia que era dele!
Então o que fiz? Fui na primeira loja e "comprei" logo todos os CD´S do fofo e não consigo mais parar de ouvir... Especialmente, Everybody knows. Sei lá se é Jazz, blues, pop... Só sei que amei!
Livro
Emily Brontë jogou uma praga em mim... Não consigo terminar a saga do Sr. Heathcliff, Lockwood, Cathy... Mas um dia eu termino, ah! eu termino!
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
8 ou 80
Que não conta nem pra si mesmo
Todo mundo tem receio
Do que vê diante do espelho
Eu só quero o começo
Não podia lidar com o meio
Quero muito, tenho apego
Já não quero, só resta desprezo
Nem sempre ando entre meus irmãos
Nem sempre faço coisas legais
Me dou bem com os inocentes
Mas com os culpados me divirto mais
Todo mundo tem desejo
Que não divide nem com o travesseiro
O remédio pra amargura
Ou as drogas que vem com bula
Nem sempre ando entre meus iguais
Nem sempre faço coisas legais
Me dou bem com os inocentes
Mas com os culpados me divirto mais... Ah! Eu me divirto mais
Não conheço o que existe entre o 8 e 80
Pitty
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Como eu aprendo com o que eu nunca fiz?
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Do meu lugar
Que jamais (do verbo para sempre), me imaginaria longe daqui...
Até um belo dia ser picada pelo bichinho "do novo"...
Depois que a gente conhece outros lugares, pessoas, perspectivas... Isso de alguma forma nos modifica, seja para afirmar que o que você vive é muito bom ou para crer que ainda pode ser bem melhor!
Nos mostra que o mundo vai além das curvas que o mar faz em Iracema...
Fiquei olhando aquelas ondas fortes cobrindo as pedras, os prédios... E de repende percebi que aquilo já não é mais meu, tampouco, sou dele!
Estamos livres e felizes assim!
Mas nada é igual ao MEU lugar!
"Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba;
Verdes mares, que brilhais como líquida esmeralda aos raios do sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros;
Serenai, verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa, para que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas."
José de Alencar
domingo, 18 de outubro de 2009
O ser pensante
Conversando com uma amiga que compartilha comigo dos (loucos) pensamentos filosóficos, chegamos a uma conclusão: "Os que não pensam, são mais felizes!"
O pensamento enlouquece, distorce, delira, machuca...
Se pensamos no que foi bom, machuca a saudade do que já passou. Se pensamos no que foi ruim, machuca mais ainda, pois poderia ter sido diferente...
Se pensamos no futuro otimista, dá aquele medo de não se realizar. Se pensamos em um futuro pessimista... melhor nem comentar.
Todos conhecemos pessoas que pensam bem antes de agir e de tomar suas decisões, sejam importantes ou não, também sabemos que aqueles loucos impulsivos estão soltos por aí... finaciando carros, viajando quilômetros e mudando involutáriamente seu interior.
O comum é sabermos das nossas mudanças através aqueles que estão conosco, compartilhando delas também, mas é bem estranho conseguir enxergar e acompanhar quando ocorrem dentro de você no exato momento em que acontece...
Saborear de novos sentimentos, sensações e daquele gostinho de uma liberdade desapegada nunca experimentada é único... Principalmente por achar que isso já não aconteceria.
Finalizo este post pensante, compartilhando um pensamento comum com o poeta, fazendo minhas adaptações:
"Escrevo sem pensar, tudo o que o meu inconsciente grita. Penso depois: não só para corrigir, mas para justificar o que escrevi". Mário de Andrade
"Vivo sem pensar, agindo conforme o meu inconsciente grita. Penso depois: não só para corrigir, mas para justificar o que vivi".
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Gentileza gera gentileza
É com alegria que eu digo para ela e para todos que dispõe do seu rico e precioso tempo para ler esta página, que gentileza e tolerância ainda não estão completamente extintos da raça humana, graças a Deus!
Estive em outra cidade e fui acolhida por uma família em que essas palavrinhas são levadas a sério e ensinadas com amor.
Não sei se isso é nato do nordestino, ser acolhedor, mas fico imaginando receber uma estranha em sua casa, dispor da sua privacidade e rotina para o benefício de uma pessoa que não se conhece...
E se eu fosse uma louca, sem juízo? Há que diga que sou, mas mesmo assim, fui recebida com tanto afeto e isso me emociona...
Se sou os estranhos que conquistei, fica aqui registrado mais uma parte de minha construção, já que sou um ser ainda inacabado...
Cada um com sua singularidade nas ações, olhares e palavras fazem de mim uma pessoa melhor, estes doces estranhos me ensinaram um pouco mais (apesar do mundo pregar o contrário), ACREDITE NO OUTRO!
A eles meu agradecimento e o reconhecimento do chão mais macio que já dormi e do ovo mexido mais gostoso que já comi!
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Eu
Os lugares que já visitei
Os estranhos que já conquistei
Os erros que ainda não cometi
Os poemas que nunca fiz
Eu fui...
Os meus arrependimentos
Os meus entretenimentos
Os sonhos que já realizei
O que não deveria ter sido, ou não?
Eu serei...
A alma sedenta
A razão sem emoção
terça-feira, 6 de outubro de 2009
João Cabral de Melo Neto
Uma educação pela pedra: por lições;
para aprender da pedra, freqüentá-la;
captar sua voz inenfática, impessoal
(pela de dicção ela começa as aulas).
A lição de moral, sua resistência fria
ao que flui e a fluir, a ser maleada;
a de economia, seu adensar-se compacta:
lições de pedra (de fora para dentro, cartilha muda),
para quem soletrá-la.
Outra educação pela pedra:
no Sertão (de dentro para fora, e pré-didática).
No Sertão a pedra não sabe lecionar,
e se lecionasse não ensinaria nada;
lá não se aprende a pedra:
lá a pedra, uma pedra de nascença, entranha a alma.
João Cabral de Melo Neto
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Milagres acontecem de fato!
Sempre pensamos em milagres como algo extraordinário concedido por Deus, como curas e coisas impossíveis ao poder humano, acredito nisso sim, mas penso que milagre também está nas coisas ordinárias que tanto passam por nós e as vezes nem percebemos.
Ver pessoas que vivem com o mínino possível para sua subsistência;
Ver o sol nascer ou se por;
Sentir-se feliz com as bobagens que a gente diz ou ouve dos amigos naqueles dias em que mais precisamos rir;
Nós, pobres mortais decidindo a marca do carro que se quer comprar; Fusca ou Chevette?
Manter amigas por décadas;
Viajar nas férias;
Ainda acreditar no outro...
Acho que Deus usa dessas coisas para nos mostrar o quanto Ele é legal com a gente e o quanto a gente reclama dele...
Acreditar que os Milagres podem sim, acontecer de fato!
QUE MILAGRE!