quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Balzaquiana?

Assistindo o filme CHE, um dos companheiros chama outro de "ventríluco"... Como o cara não conhecia a palavra, pensou que tava sendo xingado e foi ao seu Capitão reclamar... Cena engraçada, CHE, vai explicar o que significa a palavra e diz que não é um xingamento.

Então, certa vez ouvi esse termo Balzaquiana... Pensei a mesma coisa do companheiro! Será que é xingamento? Daí, fui ao meu Capitão (google) e descobri o que o tal Balzac falou... Achei muito interessante a história do livro, deu vontade ler na hora. Afinal, como minha heroína é uma Balzaquiana, por que não?

O livro trata a fundo da questão do destino da mulher na sociedade e, em particular, dentro do casamento. "A Mulher de Trinta anos" contém estudos de psicologia feminina de extrema agudeza. Sua personagem principal, Júlia d`Àiglemont, é o primeiro grande retrato da mulher mal casada, consciente da razão de seus sofrimentos e revoltada contra a instituição que ela considera imperfeita.

Não sou casada, mas acredito na benção de Deus sobre o casal, no sacramento... nessas coisas. Mas é fato que nem todos dão certo e de quê adianta alimentar o sofrimento?

Ouvindo o novo cd da Pitty, uma música calhou direitinho com o que penso sobre esse assunto...

Desconstruindo Amélia - Pitty

Já é tarde, tudo está certo
Cada coisa posta em seu lugar
Filho dorme ela arruma o uniforme
Tudo pronto pra quando despertar
O ensejo a fez tão prendada
Ela foi educada pra cuidar e servir
De costume esquecia-se dela
Sempre a última a sair

Disfarça e segue em frente
Todo dia até cansar
E eis que de repente ela resolve então mudar
Vira a mesa
Assume o jogo
Faz questão de se cuidar
Nem serva nem objeto
já não quer ser o outro
hoje ela é o também

A dispeito de tanto mestrado
Ganha menos que o namorado
E não entende porque
Tem talento de equilibrista
ela é muita se você quer saber
Hoje aos 30 é melhor que aos 18
Nem Balzac poderia prever
Depois do lar, do trabalho e dos filhos
Ainda vai pra nigth ferver

4 comentários:

  1. Balzaquiana tá longe de ser um xingamento. Os 30 são uma época maravilhosa, a mulher tá independente, geralmente já sabe o que quer, ou pelo menos o que não quer. Cada idade tem suas vantagens, resta a cada uma saber aproveitar ;)

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  2. É bem , quero ver esse "night ferver" qdo vc tem a preocupação de como estará sua filha enquanto vc se diverte. Ser mãe-balzaquiana é bem mais complicado do q ter a crise dos 30 anos, é ser responsável. Eu ainda não sei separar o q a "Ana Paula mãe" da "Ana Paula mulher", mais aos poucos espero ir descobrindo.

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  3. E eu aproveitando minha solteirisse... De dia, de noite... De dia, de noite... Aí meu Deus, até quando?!! kkkkkkkkkkkkkkkk

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  4. Tá certissima! "Intão Proveita!" rs

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