sábado, 20 de fevereiro de 2010

O "fabuloso" destino de cada um de nós

Essa semana encontrei um rapaz com uma tatuagem gigante no braço com o desenho da Amélie Poulain... Para quem ainda não viu o filme, depois de vê-lo talvez entenda o porquê do cara ter feito isso.

De uma certa forma existe uma idolatria por ela... um culto mesmo. Tenho alguns conhecidos que em suas listas de filmes preferidos sempre tem Amélie entre os primeiros.
Eu particularmente gosto bastante do filme, Amélie tenta de alguma forma atingir a vida (pra melhor) daqueles que estão à sua volta, como se pudesse salvá-los das pequenas coisas que os deixam infelizes...
Esse é o fabuloso destino que ela "escolheu" para ela... Isso mesmo, ela "escolheu"!

Não sei o que pensar quando o assunto é destino ou predestinação, não sei se acredito nisso como uma coisa real, ou se somos todos como Amélie, que criamos e construímos o nosso próprio fabuloso destino.
Fico pensando se aquilo que nos acontece, realmente estava "escrito" para acontecer...
Nós costumamos dizer de algumas pessoas: Esse aí nasceu pra isso!
Quando nos damos muito bem com um amigo ou encontramos a pseuda "alma gêmea": Fomos feitos para esse encontro!
Hoje minha inclinação é acreditar que somos os "donos" do nosso destino, mesmo que ele não seja tãaao fabuloso assim!

Uma vez li uma coleção de livros que no decorrer da história, o autor nos dava sempre duas opções de continuação... (Se você quiser que fulano faça isso, vá para a páginal tal...)
E assim a gente ia montanto o destino daqueles personagens, inclusive e principalmente o seu final.
Seria tão bom se na vida real fosse assim também! Se a gente tivesse a opção de voltar quantas vezes fossem necessárias para escolher o final que nos parecesse mais interessante.
Será que não seria muito chato, tudo tão certinho e perfeitinho?!? Sei lá, acho que sim!
Mas deixa pra lá, isso é coisa de filme e de livro...
Aliás, isso é coisa de sonho!!!
E... são tempos difíceis para os sonhadores!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Erros e acertos

Você só vai entender se gostar muito de melancia... ou não!
Sabe aquele dia que você tá com muita vontade de comer melancia, daí vai na feira, escolhe uma (fechada) e a leva. No translado até sua casa, você pensa: Será que é doce? Será que acertei nessa ou aquela outra seria a melhor escolha? 
Então, quando você a abre... Está lá, linda! Vermelhinha e extremamente doce!
Um acerto!

Para quem gosta de melancia é uma sensação incrível e é isso na verdade o que eu quero  falar neste post, sobre esta "sensação" de acerto.
É muito bom quando acertamos uma amizade que nasceu naturalmente e espontaneamente. É maravilhoso ao final daquele filme, sairmos do cinema com a sensação de "putz"! Muito massa! Ou quando conhecemos aquele cara que naquela hora... é TUDO! Isso tudo é muito bom!

Mas, o que acontece é que nem sempre escolhemos a "melancia" certa! Entende?
Falo de forma geral, especialmente dos erros que são involuntários e intransferíveis de cada um.  Erros que não nos ajudam ser uma pessoa melhor para o outro ou para nós mesmos.
Saber lidar com isso é algo que é bem complicado, quando se trata de um filme ruim, tudo bem, vai apenas ficar o desgosto de ter gasto dinheiro naquilo, mas e se não for exatamente sobre filme que eu esteja falando... fica ainda mais difícil.

É claro que ninguém (eu acho, né) gosta de errar ou fica feliz com isso, mas como a Ana Carolina diz em 2 bicudos: Até os erros já parecem ter sentido...
Eu penso assim também, alguns erros se justificam e acabam nos ajudando de alguma forma, (não a que a gente gostaria, nem no tempo que a gente queria), mas indiretamente nos norteam... 


"Passei a minha vida tentando corrigir os erros que cometi na minha ânsia de acertar. Ao tentar corrigir um erro, eu cometia outro. Sou uma culpada inocente."
Clarice Lispector




quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Já passaram dias, inteiros!

Quando eu era uma linda criança, alegre e faceira que brincava de "Jow-Ajuda" descalça em rua de pedra...
Tudo o que eu mais queria na vida era que chegassem logo meus 15 anos, pois todos os filmes que eu queria assistir (além dos filmes dos Trapalhões é claro!)  tinham a censura de 15 anos.
Quando cheguei lá, os filmes nem censura tinha mais! Povo chato!
Mas lembro que dos 15 pra cá, percebo os dias passando tão rápido...
E quando eu encontro crianças em que vi suas as mães grávidas!? É pior que encontrar os primeiros cabelos brancos! Meu Deus, será que eu estou ficando menos jovem?

Dias desses eu tinha 15, agora tenho... Mais que 15!
Dias desses era ano novo, agora já carnaval!
Detesto o mês de janeiro sempre é ruim pra mim, acho isso impressionante...  Seria uma conspiração?
Lembro em janeiro do ano passado aconteceram tantas coisas ruins que quase comprava a sandália do descarrego. Faltou pouco! Mas passou, graças a Deus!

De fevereiro eu gosto de verdade, apesar de não gostar da festa do carnaval, fevereiro é legal. Por aqui começa a chover (não vejo a hora de começar mesmo, pois tá quenTTTTe!), tem o feriadão (dias incrivéis para rever os velhos filmes e passear por Fortaleza sem a turbulência dos dias comuns), sem falar que podemos acordar mais tarde e não pensar no trabalho e/ou nas pessoas que nos dão trabalho!
Pronto! Já, já é a Semana Santa. Meu niver de novo! Ano novo de novo!

Eu sei, vai parecer repetitivo... Mas está passando muito rápido!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Uma espécie em extinção?

Estava vendo James Blunt (Back to bedlam), impressionante como o cara é extremamente romântico, eu amei é claro! No DVD ele explica a origem algumas composições... Sempre tem uma ex-namorada na jogada, aquela que ela amou e que passou...

Algumas vezes o romantismo parece ser tão deprimente, aquelas músicas e filmes apaixonadíssimos, mas nem sempre é. Não me sinto deprimida por gostar de romance, nem por ver o sol se pôr ou caminhar por horas contemplando falésias ou mesmo por ouvir James Blunt por 48h...

Me considero uma romântica, capaz de ouvir zilhões de vezes uma música, mesmo que ela não me faça lembrar ninguém e/ou mesmo sem estar apaixonada. Mas seria possível isso?
O romantismo não estaria automaticamente inerente ao fato de existir um outro? Na verdade eu não saberia responder a esta questão, apenas concordo com Vander Lee quando diz: Romântico... É uma espécie em extinção!

Hoje os casais mal se conhecem e já vão morar juntos, parecem casados há anos e muitas etapas do conhecimento mútuo estão sendo "puladas", não dá nem tempo de romântico assim.
Talvez esse pensamento "antiquado" seja culpa da época em que cresci, as coisas eram um pouco diferente, dava tempo passear de mãos dadas à beira-mar e conhecer mais quem era o outro.

Românticos são poucos
Românticos são loucos
Desvairados
Românticos são lindos
E pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha
E sem juízo...
São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos
Vão pedir perdão
Que passam a noite em claro
Conhecem o gosto raro
De amar sem medo
De outra desilusão...

(Vander Lee)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Que seja infinito enquanto dure...

Sou péssima em decorar poemas, não sei contar piadas e sempre erro (por mais que eu escute infinitamente) as letras das músicas que eu gosto.
Algumas pessoas tem facilidade em arquivar essas coisas, tem a memória boa ou seletiva.
Eu gosto de poemas, sonetos, poesias. Confesso que não sei bem definí-los "gramaticamente", nem quem foi o autor desse ou daquele, mas acho que isso é de menos... O importante é o quanto eles nos tocam.

Tenho um amigo que adora recitar poemas pra mim... Se gaba pois sabe todos de cor, mas eu nem ligo, pois é com tanto amor que ele faz, que ele pode até esnobar...
Toda vez que eu o atendo no telefone ele diz: De tudo ao meu amor serei atento... Não é lindo?
Quem sabe eu possa aprender com ele atender o telefone com mais amor, que ele seja meu espelho e eu possa navegar nesta educação mais culta.


Soneto de Fidelidade


De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Vinícius de Moraes

domingo, 31 de janeiro de 2010

A noite

Adoro conhecer gente nova... É sempre interessante essa troca que acontece nesses encontros inesperados.
Ontem foi mais um dia de doces estranhos.
Fui para show do Lulu, lá encontrei uma amiga que foi com um amigo que levou outro amigo e que se juntou ao amigo que eu levei... Todos estranhos entre si!

Ao final do show, todos sem um real no bolso (apenas para o ônibus) abordei o primeiro que vi e perguntei:
- Por gentileza, você poderia me emprestar R$50,00 até o dia do meu pagamento? E que a gente que dá uma "esticadinha", mas tá todo mundo liso. Não se preocupe, sou honesta eu te pago!
O cara deu um sorriso e respondeu?
- Eu também tô quebrado!
Um dos meninos que estavam conosco disse: Então, junte-se a nós!
Não é que o doido veio mesmo!

Fomos todos para o Dragão e de repende já estávamos todos à beira mar, sob a lua cheia... Os meninos com o vinho debaixo do braço ninando o queridinho ( exceto pra mim, pois eu e o vinho não somos bons amigos)...
Entre eles havia um "filósofo" que falou, falou, falou... Foi de Nietzsche a Florbela em 5 segundos, passando pela psicodelia do Pulse de Pink Floyd e finalizou com Dionísio e seu amor pelo vinho (detalhe, vinho de R$ 5,00, pois todos estávamos com sérias restrições orçamentárias).

Lembra do cara que não tinha R$ 50,00? Eu e minha amiga perguntamos se ele era algum tipo de psicopata, pois ele ficou calado a noite quase toda, pedi até pra ele levantar a blusa pra ver se não tinha nada escondido... Coitado! Não imaginava onde iria parar quando saiu de casa!
Depois que conseguimos fazê-lo falar... Descobrimos que ele tem uma banda e faz cover de Elvis... Isso justificou as costeletas gigantes que ele ostentava. Não precisa dizer o tanto que ele cantou depois disso, né!
Acabaram tomando banho de mar as 4h da manhã e esperamos o sol nascer...  "Lindo como ele só e a gente pra ver e viajar, no seu mar de raio".
Talvez a gente nem se encontre novamente, mas essas coisas ficam para a posteridade.

Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar! E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder... Para me encontrar...
Florbela Espanca

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Artigo feminino plural

Quando eu era uma linda meninina magricela, adorava brincar com os meninos ou com as brincadeiras que eles podiam participar. Sempre achei mais legal e bem mais emocionante jogar futebol, rodar pião, segurar a linha da arraia (difícil era convenvê-los que eu não iria soltar)...
Na verdade, eu tive uma infância incrível, as cicatrizes nas canelas mostram como foi boa! Fiz minha primeira expedição aos 7 anos, consistia em irmos escondidos dos pais ao morro vizinho matar calangos com baladeira... Deus me perdoe pelos crimes em que fui cumplice!
Coisas como tocar a campanhia e sair correndo, roubar jambo do quintal alheio ou bater no mais fracos (coitado do Dedé)... estão na lista das traquinagens que meninas não podiam fazer, mas fiz todas e outras mais.
Todo mundo acha que por ter sido a única menina entre quatro filhos eu deveria ser a "princesinha", mas que nada! Gostava mesmo era de está na rua brincando com eles.

Nunca liguei muito pra essas coisas de "mocinha" do tipo: maquiagem, sainha e essas frescurinhas cor-de-rosa que a grande maioria das meninas gostam. Quem disse que é uma regra a ser seguida?
Isso não me deixou menos menina do que deveria ser, pelo contrário me ajudou a ler melhor as pessoas no todo de cada um.
Ainda hoje estou entre eles... Tenho poucos amigos homens e cada um vale ouro! Hoje as brincadeiras são outras, mas é sempre uma alegria estamos juntos.
Assim como as amigas meninas, eles também são temperamentais e tem os seus dias... Mas isso não nos afasta, nos aproxima ainda mais dessa felicidade recíproca que passa por nós.

"One Love! One Heart! Let's get together and feel all right"
Bob Marley

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A dor

Perdemos entes queridos, amigos, amores, sonhos... Perdemos muitas coisas, umas consideramos importantíssimas e vitais para nós, em algumas sentimos aquela dor no âmago que a nenhuma dor física pode-se comparar, tampouco podemos explicar.
Hoje eu vi um pai perder um filho e declaro a vocês: é muito triste mesmo!
O bebê nasceu com problemas e desde o nascimento sempre esteve internado. Os jovens pais de 1ª viagem, ambos com uns 18 anos, tiveram que conviver com essa dor todos os dias durante os 10 meses que o bebê esteve com eles.
Sempre na incubadora o pai visitava, mas podia pegar. Hoje quando abriram o caixãozinho dele, foi muito triste! Aquele "menino" um pai e ao mesmo tempo não era mais, se sentindo totalmente impotente. Ele chorava muito... 
Fiquei totalmente comovida com aquela cena. Naquele momento, tantas coisas passaram na minha cabeça... Pensei em todas as vezes em que senti aquela dorzinha lá de dentro e que não significava nada, nada mesmo diante daquilo eu presenciava.
A família deles, todos católicos praticantes sempre com uma explicação espiritual e uma palavra de consolo... Eu, "atipicamente" me encontrei sem palavras, talvez por agora termos um bebê em casa aquilo tenha sido ainda mais comovente...
Não sei como finalizar este post, já procurei o que dizer, mas tá um pouco complicado. Amanhã as coisas melhoram para mim, mas sei que pra eles não.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Hóspede do Tempo

Sou hóspede do tempo
Da minha casa
Das minhas palavras
Das coisas que declaro minhas

Inquilina da vida que me foi dada
Portanto, nada
Ficou na minha bagagem
Do velho brinquedo
Que já não ilude, não me ilude

O que eu tenho é minha atitude
O que eu levo é minha atitude
O que pesa é minha atitude
Minha porção maior

Fred Martins / Zélia Duncan

sábado, 23 de janeiro de 2010

Catilene tem que morrer!

Desde sempre tivemos animais de estimação em casa, na grande maioria das vezes eram gatos. Com o tempo fomos criando cachorros, mas uma coisa nunca mudou: A catita do fogão! Carinhosamente batizada de CATILENE!
Catilene é linda, muito fofa mesmo. Porém, ela cometei o pior dos enganos, ela decidiu sair do fogão e se aventurar no meu quarto!
Isso não! Já me basta Marrone dormir toda noite comigo e agora Catilene invadindo a privacidade do meu quarto especialmente minhas gavetas, isso não dá!

Catilene tem que morrer!

E tem mais, suspeito que ela não está só, acredito que ela esteja coisando por aí e que tem rapazes no pedaço! Piorou, meu quarto é lugar de respeito!
E o que fazer então? Não quero me tornar assassina de uma coisinha tão fofa! Sugeri detetização ou... Um gato!
Adoro gatos e não tínhamos mais por agora termos um bebê em casa, mais a coisa está muito grave, Catilene e sua gangue querem dominar meu mundo...
Falei com mamãe indignada, ela em meia hora me apareceu com um gatinho liiiindo, (ainda não batizado). Tomara que ele acostume logo e faça o seu serviço de predador.
Sinto muito por ela, mas a integridade das minhas roupas e a tranquilidade do meu sono são mais importantes!